Dicas e roteiros de viagem pela América Latina

Por Murilo Pagani

Onde fica Machu Picchu, Como chegar e Passeio?

Entender exatamente onde fica Machu Picchu é fundamental para organizar o roteiro de viagem. Isso porque, chegar à atração peruana mais visitada pelos turistas pode exigir mais tempo do que talvez você tenha imaginado.

Outra particularidade que não deve ser menosprezada durante a viagem é a altitude dos Andes.

Ao desembarcar em Cusco, que é uma das cidades mais próximas de Machu Picchu, o ideal é fazer pelo menos dois dias de aclimatação antes de se iniciar a jornada às Ruínas Incas.

Além disso, ir a Machu Picchu pode ser apenas um dos seus passeios pelo Peru. É claro que a maior representante da civilização Inca será a grande estrela das férias, porém, há outros lugares que podem fazer parte de um itinerário por estas bandas.

Machu Picchu

em qual país fica Machu Picchu?
Machu Picchu

Onde fica Machu Picchu?

Machu Picchu fica no Peru, mais especificamente na região andina, a 2.430 metros acima do nível do mar, no sul do país.

A maior cidade mais próxima de Machu Picchu é Cusco, que está aproximadamente a 100 quilômetros de distância. Apesar de não ser muito, este percurso costuma ser realizado em cerca de 4 horas por causa da dificuldade do acesso.

Além disso, também há pequenos povoados pelos arredores de Macchu Picchu, como por exemplo, Ollantaytambo e Aguas Calientes.

Inclusive, Aguas Calientes é o vilarejo mais próximo da antiga Cidade Inca e de onde saem os ônibus que vão até a portaria do sítio arqueológico.

Por fim, tenha em mente que outras cidades do Peru que também costumam atrair o interesse dos forasteiros estão afastadas de Machu Picchu. Seguem abaixo a distância entre Cusco e outros destinos peruanos:

  • Huaraz x Cusco: 1.500 km.
  • Lima x Cusco: 1.100 km.
  • Huacachina x Cusco: 800 km.
  • Nazca x Cusco: 650 km.
  • Arequipa x Cusco: 515 km.
  • Puno x Cusco: 390 km.

História de Machu Picchu

A história de Machu Picchu é fascinante e cheia de mistérios. Esta cidade antiga, construída pelos Incas no século XV, tem um passado rico que abrange sua construção, seu abandono e sua redescoberta no início do século XX.

O local foi construído durante o governo do imperador Pachacuti Inca Yupanqui, um dos governantes mais importantes do Império Inca. Sua construção começou por volta do ano 1450 e durou aproximadamente 80 anos.

A cidade foi projetada como uma residência real e um centro religioso, com sua localização estratégica nas montanhas dos Andes servindo a vários propósitos.

A posição elevada, por exemplo, oferecia uma vista panorâmica do vale do rio Urubamba, tornando-a uma localização impressionante tanto em termos de beleza natural quanto de defesa estratégica.

Além da função exata de Machu Picchu ainda ser objeto de debate entre arqueólogos e historiadores, o motivo de seu abandono também está longe de ser uma unanimidade.

Alguns estudiosos sugerem que a cidade foi evacuada devido a doenças que se espalharam entre a população inca. Por outro lado, também há outros argumentos de que o local foi abandonado para evitar a captura pelos invasores espanhóis.

Independentemente da razão, Machu Picchu caiu no esquecimento e permaneceu praticamente desconhecida pelo mundo ocidental durante séculos. As selvas densas que cercavam o local rapidamente engoliram as estruturas de pedra, e a cidade desapareceu da memória coletiva.

Foi somente em 1911 que Machu Picchu foi reencontrada pelo explorador estadunidense Hiram Bingham. Bingham, que liderou uma expedição à região e, com a ajuda de guias locais, chegou à cidade escondida.

Desde então, a história de Machu Picchu passou a ser estuada, o local foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO e atualmente é um dos principais destinos turísticos do mundo.

Machu Picchu história
A história de Machu Picchu é repleta de mistérios

Melhor época para visitar

Via de regra, a melhor época para ir a Machu Picchu é entre os meses de maio a setembro. Isso porque, este é o período mais seco do ano e quando as chuvas dificilmente atrapalharão a viagem.

Outubro e abril são meses de transição e é provável que os aguaceiros deem as caras em algum momento das suas férias. Embora não chova tanto quanto na época mais úmida do ano, basta chover em um único dia – no da sua visita – que a frustração será inevitável.

Já a pior época para conhecer Machu Picchu é entre os meses de novembro e março. Particularmente, não recomendo ninguém a ir neste período por causa da chuvarada constante.

Umidade à parte, é importante dizer que as temperaturas em Cusco e seu arredores é sempre amena-fria, sendo que o termômetro registra uma média anual na casa dos 10ºC.

Durante o inverno, entre junho e agosto, é importante redobrar a atenção com as roupas na mala. Isso porque, além do frio mais intenso, com mínimas podendo cair a 2°C, também a uma grande variação térmica ao longo do dia.

Por fim, por falar em inverno, tenha em mente que durante os meses de junho, julho e agosto é altíssima temporada em Machu Picchu. Portanto, espere encontrar o sítio arqueológico mais tumultuado e preços de hospedagem mais inflacionados.

Além disso, a antecedência nas suas reservas deve ser ainda maior, especialmente para comprar a passagem de trem e o ingresso para Machu Picchu. No caso das entradas ao sítio arqueológico, recomenda-se comprar com pelo menos 8 semana de antecedência.

Machu Picchu quando ir?
De modo geral, os melhores meses para ir a Machu Picchu é entre maio e setembro

Quantos dias precisa para conhecer Machu Picchu?

Precisa-se de 1 ou 2 dias para visitar Machu Picchu.

O passeio bate volta saindo de Cusco é possível e viável. Inclusive, é a opção mais utilizada pelos viajantes. Porém, quem pode investir dois dias para essa atividade certamente aproveitará sem tanto cansaço.

O passeio de 1 dia para Machu Picchu começa muito cedo, por volta das 4h da manhã e costuma ser bastante rígido quanto aos horários.

Além da necessidade de acordar de madrugada, as quase 4 horas de viagem de trem para ir de Cusco a Agua Calientes contribuem para o corpo começar a fadigar antes mesmo de entrarmos no sítio arqueológico.

Depois de caminhar por quase 3 horas dentro do sítio arqueológico, quem faz o passeio bate volta precisa encarar ainda mais 4 horas de volta para Cusco.

Por outro lado, o roteiro de quem consegue visitar Machu Picchu em dois dias é menos intenso. Via de regra, a dinâmica, é:

  • Ir para Aguas Calientes depois do almoço.
  • Pernoitar no vilarejo.
  • Visitar Machu Picchu bem cedo, quando o local está mais vazio.
  • Almoço em Aguas Calientes.
  • Regresso para Cusco.

Ou seja, em um roteiro super-ultra-express dá para fazer uma viagem a Machu Picchu com duração de 4 dias. Porém, na minha opinião, o ideal é dedicar pelo menos uma semana para conhecer a região.

Primeiro, porque ao chegar a Cusco, que está a 3.400 metros acima do nível do mar, o ideal é passar os dois primeiros dias da viagem apenas se aclimatando e realizando passeios leves.

Segundo, porque Cusco e seus arredores têm atrações suficientes para preencher um roteiro de 7 dias.

Machu Picchu como chegar?
De modo geral, 1 ou 2 dias são sucientes para conhecer Machu Picchu. Porém, também há trilhas que podem exigir pelo menos quatro dias do roteiro

Onde se hospedar?

De modo geral, os melhores lugares para se hospedar durante uma viagem a Machu Picchu são Cusco e Aguas Calientes, sendo que a estada nesta última é opcional e apenas para quem pretende dedicar dois dias para visitar a antiga Cidade Inca.

Cusco está localizada aproximadamente a 100 quilômetros de Machu Picchu e é uma cidade que respira turismo. Portanto, oferece acomodações de diferentes categorias, restaurantes para todos os paladares e comércios para todos os bolsos.

Particularmente, considero os arredores da Plaza de Armas a melhor região para ficar em Cusco. Afinal, é onde se concentra o burburinho turístico, facilitando assim as andanças durante o dia e a noite.

O preço dos hotéis em Cusco varia bastante de acordo com a época do ano de quanto tempo antes se faz a reserva.

Não deixando para a última hora, dá para se hospedar em excelentes acomodações investindo entre R$ 300,00 e R$ 490,00 por dia, em uma suíte para duas pessoas e com o café da manhã na conta.

Aliás, tanto para encontrar hospedagens de diferentes categorias, como também reservar ofertas especiais, recomenda-se ficar de olho nas promoções do Booking.com.

Inclusive, seguem abaixo alguns lugares para se hospedar na cidade:

Por outro lado, em Agua Calientes a oferta de acomodações é menor e, consequentemente, os preços mais altos.

Ainda assim, como se costuma passar apenas uma noite no vilarejo, é uma comodidade que vale o investimento para fazer o passeio mais descansado.

Seguem abaixo alguns hotéis para se hospedar em Aguas Calientes:

onde fica Machu Picchu?
Cusco

Como chegar a Machu Picchu saindo do Brasil?

A primeira etapa para chegar a Machu Picchu saindo do Brasil é ir até Cusco, afinal, é lá onde está o aeroporto mais próximo da antiga Cidade Inca.

O maior senão é que não há voos diretos entre o Brasil e o Aeroporto Internacional de Cusco (CUZ). Portanto, será necessário realizar pelo menos uma conexão, sendo que geralmente a troca de aeronave acontece em Lima, a capital do Peru.

A principal companhia aérea para realizar essa viagem é a Latam. Isso porque, a empresa disponibiliza voos diretos de algumas capitais brasileiras até a capital peruana, exigindo assim apenas uma conexão nestes casos.

Além disso, como a Latam também opera a rota Lima x Cusco, o segundo voo será com a mesma companhia aérea, diminuindo assim a chance de dor de cabeça com a conexão no caso de atrasos e cancelamentos com o primeiro voo.

Uma viagem de São Paulo a Cusco, por exemplo, tem duração de aproximadamente 9 horas (já contando o tempo de conexão em Lima) e a passagem custa a partir de R$ 2.500,00.

Além de São Paulo, outras cidades brasileiras que têm voo direto para Lima são Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Como ir de Cusco para Machu Picchu?

Após chegar a Cusco se iniciam os dilemas sobre como ir a Machu Picchu.

Aliás, na realidade, ao desembarcar em Cusco você já deve ter resolvido estas dúvidas e decidido como fará este deslocamento. Afinal, tudo deve ser reservado com antecedência.

Apesar de Cusco estar apenas a 100 quilômetros Machu Picchu, o deslocamento é demorado porque não há estrada direta para veículos entre estas cidades. Ou seja, o percurso é realizado de trem ou combinando uma parte de ônibus/vans + trem (bimodal).

Sendo assim, há basicamente três formas de ir de Cusco para Machu Picchu:

  • Trem + ônibus (a mais utilizada e confortável).
  • Ônibus + trilha 11 km + ônibus (a mais barata).
  • Trekkings (a mais aventureira).

Como o trem é o jeito mais prático para ir de Cusco a Machu Picchu, e também a forma que atende a maior parte dos forasteiros, confira a seguir como funciona essa logística.

Trem para Machu Picchu

Antes de tudo, vamos aos esclarecimentos: o trem de Cusco vai até Aguas Calientes, que é o vilarejo mais próximo de Machu Picchu.

Ao desembarcar em Aguas Calientes é necessário pegar um ônibus (30 minutos) para realizar o percurso final até a entrada de Machu Picchu.

De modo geral, o trem de Cusco para Aguas Calientes funciona da seguinte forma:

  • Empresas Inca Rail e Peru Rail.
  • Duração de 4 horas.
  • Há mais de uma categoria e preço de vagão.
  • Preço a partir de US$ 70,00 cada trecho.
  • Os serviços são muito semelhantes, portanto, escolha a que tiver o melhor horário de saída para o seu roteiro.

Há duas estações de trem que são utilizadas para fazer o trecho entre Cusco e Aguas Calientes: San Pedro e Poroy.

A estação San Pedro é a mais nova e está localizada em pleno centro histórico de Cusco. Já a estação Poroy está um pouco mais afastada do burburinho central, a 12 quilômetros.

Ainda assim, a estação Poroy costuma ser muito utilizada porque eventualmente a estação San Pedro pode estar fechada.

Além disso, também é possível ir de Cusco a Aguas Calientes com um serviço bimodal: ônibus/van + trem. Dessa forma, vai-se pela estrada até o vilarejo de Ollantaytambo e lá se pega o trem para Aguas Calientes.

Estes serviços de bimodal são oferecidos pelas mesmas empresas (Inca Rail e Peru Rail) e o tempo total da viagem é bastante semelhante (4h).

Porém, as passagens podem ser ligeiramente mais baratas e se passa menos tempo no vagão do trem, sendo que o percurso entre Ollantaytambo e Aguas Calientes dura em torno de 1h30.

Por fim, se você pretende conhecer Machu Picchu por conta própria e adquirir todas as passagens e ingressos separadamente, é importante ter ainda mais antecedência na hora de reservar estes serviços.

Passeios para Machu Picchu

Juntar-se a um passeio para Machu Picchu pode ser uma mão na roda para os viajantes que não querem esquentar a cabeça com a logística de contratar vários serviços separadamente e equalizar todos os horários.

Indo por conta própria, por exemplo, é necessário comprar o ingresso, reservar o trem de ida e volta a Aguas Calientes ajustado ao horário da sua visita ao sítio arqueológico e ainda conseguir um guia para percorrer o local.

Aliás, vale ressaltar que atualmente é obrigatório a presença de guia para visitar a área arqueológica. É bem verdade que, na prática, isso não é levado muito a sério. Ainda assim, estar com um profissional do turismo deixará o passeio mais proveitoso.

De modo geral, os passeios de Cusco para Machu Picchu já incluem todos os serviços necessários para atividade, exceto refeições e bebidas que são pagas à parte pelo próprio viajante.

Além disso, as agências turísticas costumam oferecer duas modalidades de passeios: bate volta ou de 2 dias. Neste último, normalmente está incluído o valor de uma diária de hospedagem em Aguas Calientes.

Outra facilidade de ir com um passeio guiado saindo de Cusco é que geralmente se consegue vaga mesmo sem tanta antecedência.

Portanto, quem deixou para se organizar na última hora e não está conseguindo comprar ingresso ou reservar o trem de forma independente, talvez consiga um tour com os receptivos turísticos.

Aliás, por falar em receptivo turístico, é essencial reservar com uma empresa confiável e credenciada.

No site da Civitatis é possível reservar passeio bate volta ou de 2 dias.

Além disso, é possível parcelar o pagamento no cartão de crétido.

Sobre o preço do passeio para Machu Picchu, custa entre US$ 290,00 e US$ 420,00 por pessoa.

De modo geral, este valor já inclui translados terrestres desde o hotel, passagem de trem, ônibus até Machu Picchu, ingresso do sítio arqueológico e hospedagem em Aguas Calientes (no caso do passeio de 2 dias).

Ingresso para Machu Picchu

Deve-se comprar o ingresso para Machu Picchu online e com antecedência, afinal, há limite no número de visitantes diários.

Além de não ser possível comprar na entrada do sítio arqueológico, os ingressos funcionam com agendamento de data e hora, que são escolhidos no momento da compra.

Atualmente, o ingresso padrão para Machu Picchu disponibiliza nove horários de agendamento para entrada no sítio arqueológico, sendo o primeiro às 6h e o último às 14h.

Todas essas medidas visam manter a preservação da Cidade Inca e uma visita menos tumultuada. Na prática, porém, infelizmente não é exatamente isso que acontece. Inclusive, o limite do número de visitantes diários é constantemente reorganizado.

Atualmente, o número permitido de visitantes diários em Machu Picchu é de 3.500. Além disso, há outros ingressos, ainda mais limitados, para quem pretende fazer as trilhas nas montanhas Wayna Picchu, Machu Picchu e Huchuy Picchu.

A antecedência para comprar o ingresso de Machu Picchu varia de acordo com a época do ano. Para viagens durante a altíssima temporada, entre junho e agosto, o ideal é comprar pelo menos 2 ou 3 meses antes.

Além disso, saiba que na hora da compra será necessário escolher a modalidade do ingresso. O ingresso padrão se chama Llaqta de Machu Picchu (Circuito 1, 2, 3 ou 4), sendo que você poderá visitar apenas um destes circuitos.

No site oficial de Machu Picchu, que é o local mais apropriado para comprar o ingresso, há uma descrição detalhada sobre cada circuito. De modo geral, o circuito 1 e o circuito 4 são os mais tradicionais para percorrer.

Por fim, sobre o preço do ingresso para Machu Picchu, o valor é de 152 soles (R$ 200,00).

Murilo Pagani
Introvertido de carteirinha com picos de sociabilidade quando necessário ou depois de alguns goles de cerveja. Queria saber escrever bonito, mas cultivo um enorme apego à desculpa de que sou originalmente de exatas para justificar a minha falta de dedicação em combinar as palavras uma depois da outra. Espero que entenda!
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