Saco do Mamanguá, em Paraty: Dicas para você organizar seu passeio. Descubra como chegar, o que fazer, quais praias visitar e outras informações práticas!
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Mesmo localizado ao lado de movimentados destinos turísticos, certos lugares conseguem preservar sua essência e tranquilidade. Esse é o caso do Saco do Mamanguá, em Paraty.

Apesar da sua fama justificável de ser um dos cenários mais belos por estas bandas, minha maior surpresa ao visitá-lo foi constatar que, embora a cidade-histórica do Rio de Janeiro estivesse lotadíssima, dava pra contar nos dedos quantos viajantes encontrei em cada uma das praias que conheci.

Porém, tal situação se torna compreensível depois que entendemos a logística necessária para conhecer o lugar. Mesmo não sendo nenhuma missão impossível, é preciso reservar um dia inteiro de viagem – o que é um verdadeiro luxo para os viajantes que vão a Paraty com os dias contados.

Ainda assim, se eu pudesse dar a você uma única dica para o seu roteiro aqui está ela: jamais, em hipótese alguma, vá embora de Paraty sem antes visitar o Saco do Mamanguá.

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# Porque conhecer o Saco do Mamanguá, em Paraty?

O Saco do Mamanguá é considerado o único fiorde brasileiro. Se você, assim como eu, não fazia ideia do que é um fiorde, de acordo com o Wikipédia trata-se de uma entrada de mar entre altas montanhas – muito comum na Noruega e Nova Zelândia. No bom português, uma paisagem lindíssima que sai bem em qualquer foto.

Porém, como estamos num país tropical, a grande vantagem de visitarmos o tal fiorde é que podemos aproveitar suas belas praias de águas esverdeadas. E claro, como estamos falando que o oceano está entre montanhas, espere encontrar também uma vegetação vivíssima por todos os lados.

Além disso, o Saco do Mamanguá possui pequenas vilas caiçaras no seu entorno, o que faz com que muitos viajantes dediquem uma viagem inteira para aproveitar o ritmo desacelerado da vida por estes lados.

Verdade seja dita, porém, que para ter a real dimensão dessa maravilha natural, é preciso encarar uma trilha pesada para ver o Saco do Mamanguá do alto, e então compreender que de fato valeu a pena incluí-lo na sua lista do que fazer em Paraty.

Resumindo: praias lindas e tranquilas, trilhas, natureza por todos os lados e vilarejos que vivem num outro ritmo, você encontrará tudo isso no Saco do Mamanguá.

melhores praias no Saco do Mamanguá
Praia Grande do Saco do Mamanguá
trilha no Saco do Mamanguá
Vista do Pico do Pão de Açúcar

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# Passeio de barco pelo Saco do Mamanguá

Uma das maneiras mais práticas para conhecer o Saco do Mamanguá é durante um passeio de barco que dura o dia inteiro.

Algumas agências do centro-histórico de Paraty oferecem esse tour a um preço que varia entre R$ 130,00 e R$ 150,00 por pessoa. Porém, como a procura não é tão grande, nem sempre há saídas todos os dias.

Para não ficar dependendo da formação de um grupo, mais certo é você acordar cedinho e ir por conta própria até a praia de Paraty-Mirim. Chegando lá você certamente será abordado por diversos barqueiros que irão oferecer um passeio para explorar as belezas do Saco do Mamanguá.

Os passeios são cobrados pelo valor do barco – normalmente entre R$ 450,00 e R$ 600,00, dependendo do tipo do barco e duração do tour – porém, vale dar aquela negociada básica.

Se você já estiver viajando num grupo de pelo menos cinco pessoas, fazer o passeio dessa forma já custará o mesmo valor, ou até mais barato, do que com as agências o centro-histórico de Paraty.

Caso esteja sozinho, entretanto, saiba que também é possível fazer o passeio sem gastar uma fortuna. Faça o mesmo empenho para chegar cedinho na praia de Paraty-Mirim, e tente se enturmar com outras pessoas que estão sozinhas, duplas ou trios. Como normalmente todos querem pagar o menor valor possível pelo passeio, é super fácil formar este tipo de grupo. Aliás, foi exatamente isso que eu fiz.

No meu caso, formamos um grupo de cinco pessoas e o barqueiro cobrou R$ 450,00 pelo passeio das 10h30 às 15h30. No final das contas saiu R$ 90,00 para cada um.

O itinerário do tour é totalmente flexível. Além de aceitar as sugestões dos barqueiros, você pode pedir para ele passar por lugares que já tenha pesquisado de antemão.

Algumas paradas que valem a pena é no Saco da Velha, Praia Grande e Praia do Engenho. E, se quiser fazer a trilha do Pico do Pão de Açúcar que dará a você a real dimensão deste lugar, uma longa pausa na Praia do Cruzeiro será obrigatória.

 

passeio de barco no Saco do Mamanguá - dicas
Praia do Engenho

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# Trilha do Pico do Pão de Açúcar

Para ter a impressionante vista que está na cabeça dos viajantes que ouvem falar sobre o Saco do Mamanguá é preciso enfrentar uma trilha bastante cansativa, a trilha do Pico do Pão de Açúcar.

O ponto de partida é Praia do Cruzeiro, e de lá, é preciso seguir por uma subida de um quilômetro, que normalmente é percorrida pelos viajantes em uma hora.

O caminho é bem demarcado e não é dos mais longos, o grande problema é que ele é 95% de subida. Ou seja, com dez minutos de caminhada já estamos pra lá de ofegantes sem nem ao menos ter percorrido metade do trajeto.

O lado positivo, porém, é que ao concluirmos a trilha e chegarmos ao no topo do pico, não restam dúvidas de que cada gota de suor durante a caminhada valeu a pena.

Minha ideia inicial era ir para Paraty-Mirim e lá conseguir um barco que me levasse direto para a Praia do Cruzeiro para que eu pudesse fazer a trilha. Como estava sozinho, somente para fazer esse deslocamento de ida e volta de barco teria que desembolsar R$ 150,00.

A solução que encontrei – e que acabou se mostrando mais proveitosa – foi me juntar a um grupo que iria fazer o passeio de barco, e durante o tour incluímos uma parada na Praia do Cruzeiro, para que eu e outras pessoas fizéssemos a trilha.

Dessa maneira o passeio me custou R$ 90,00, e além de ter feito a trilha conheci diversas praias do Saco do Mamanguá. O único senão é que você precisará que outras pessoas que estão no barco tenham interesse em fazer a trilha também. Caso contrário será difícil convencer a todos que fiquem te esperando por pelo menos duas horas na Praia do Cruzeiro – já que essa praia não é nem de longe a mais bonita do Saco do Mamanguá.

Por sorte, no meu grupo do passeio de barco havia outra pessoa que queria subir o Pico do Pão de Açúcar, e os demais viajantes não se importaram em nos esperar. (Ou foram super gentis e não demonstraram nenhum sinal de chateação por isso!).

E não custa lembrar: se for fazer a trilha leve um calçado fechado e confortável.

Vista do Saco do Mamanguá
Vista do Pico do Pão de Açúcar

+ Dicas para conhecer o Saco do Mamanguá

>>> Caso pretenda conhecer o Saco do Mamanguá durante um passeio de barco, leve todas as suas parafernálias de praia, além de alguns comes e bebes para enganar a fome. Há viajantes que vão ainda mais preparados e levam coolers com gelo para manter a bebida gelada.

>>> Se você quiser aproveitar ainda mais o Saco do Mamanguá, saiba que é possível ficar hospedado em alguma vila caiçara e incluir no seu roteiro algumas cachoeiras, caminhadas em meio à natureza e passeio de caiaque por mangues.

>>> Alguns lugares para se hospedar no Saco do Mamanguá, são: Pousada Refúgio Mamanguá, Mamanguá Eco Lodge e Mamanguá Beach Hostel.

>>> Se decidir ficar hospedado por lá, vá ciente que tudo costuma ser bem simples (com exceção das pousadas mais sofisticadas!), internet não fará parte do seu dia a dia e os preços tendem ser mais altos do que em Paraty.

>>> Caso decida se hospedar na região central de Paraty, recomendo que leia o texto “Melhores lugares para ficar em Paraty”.

3 lugares para se hospedar em Paraty

($) Para os viajantes que procuram um albergue, o Che Lagarto é uma das opções mais bem cotadas da cidade.

($$) Quem faz questão de privacidade, mas não quer gastar uma fortuna, a Pousada dos Contos tem um ótimo custo-benefício.

($$$) Podendo investir um pouco mais, vale conferir as suítes da Pousada Jardim dos Oliveiras.

» Se preferir, clique aqui e confira outras ofertas de hospedagem em Paraty

Desde que comecei a viajar, em 2011, conhecer o mundo se tornou um dos meus objetivos de vida. Em 2014 deixei meu antigo emprego para realizar a minha primeira grande trip: 10 meses viajando e trabalhando pela América Latina. Desde então compartilho minhas experiências de viagem aqui no Volto Logo.

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