América do Sul: Dicas essenciais para que você organize o seu roteiro de viagem corretamente sem cair em nenhuma roubada!
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Uma viagem pela América do Sul é o sonho de muita gente. Afinal, pelos quatro cantos desta parte das Américas não faltam paisagens dignas de cartão postal, sabores inesquecíveis e um povo pra lá de festeiro.

Aliás, a ideia de escrever esse post surgiu há duas semanas quando estava conversando com um amigo que pretende viajar por esses lados. Ele nunca fez uma viagem internacional e queria saber o que eu achava do roteiro que ele tinha em mente.

Ele me disse que quer fazer uma trip bem econômica já que não está com muita grana. Além disso, terá apenas oito dias livres, que conseguiu com muita negociação na empresa em que trabalha.

Até esse momento tudo me parecia bem razoável. Algo possível desde que ele escolhesse uma cidade barata e que preferencialmente conhecesse apenas ela ou no máximo algum outro destino.

Eis que ele me fala que pretende ir à Patagônia, tanto do lado argentino e também chileno. E que gostaria de fazer o famoso circuito W em Torres del Paine, que leva no mínimo 3 ou 4 dias.

Foi nesse instante que eu percebi que muita gente tem algumas ideias equivocadas sobre viajar pela América do Sul. Inclusive, detalhes que se você não souber podem atrapalhar e muito a sua viagem.

Por isso, decidi reunir neste texto quatro dicas para aquelas pessoas que estão começando a planejar sua primeira viagem por essa região fantástica do planeta.

Leia também: Seguro viagem para América do Sul | Dicas indispensáveis 

1- Você não vai conhecer tudo em uma única viagem

A não ser que você saia sem data para voltar e com um orçamento bem generoso, você não vai conhecer todos os lugares incríveis que existem na América do Sul em uma única viagem.

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que eu bato bastante na questão de que viajar devagar é uma das melhores maneiras pra aproveitar mais e gastar menos durante uma viagem.

No entanto, vejo com uma frequência assustadora perguntas em grupos de viagem no Facebook mais ou menos assim: “Boa tarde. Vou fazer um mochilão para Bolívia, Peru e Chile. Quais lugares ou cidades vocês recomendam? Ah, tenho 10 dias disponíveis incluindo o dia de ida e retorno. Obrigado”.

Para minha sorte sempre que vejo algo do tipo sempre há uma pessoa que já está abrindo os olhos do cidadão e tentando convencê-lo de que em 10 dias a melhor coisa a fazer é ele explorar um único país.

Vale lembrar também que uma viagem pela América do Sul não é igual uma viagem à Europa. E quando digo isso me refiro ao tamanho e ao sistema de transporte de cada um.

Quem conhece o Velho Continente sabe como é fácil cruzar uma fronteira em pouquíssimo tempo – seja viajando com companhias aéreas low cost ou em trens  super rápidos que cruzam o continente.

Por outro lado, em um mochilão na América do Sul, se você não quiser gastar com as caras passagens aéreas, você terá praticamente uma única alternativa: ônibus. E aí meus caros, preparem-se para enfrentar longas horas na estrada.

Algumas vezes eles são velhos e lentos. Outras vezes são novos, rápidos e confortáveis, mas aí você está cruzando a Cordilheira dos Andes em uma estrada precária e cheia de curvas – ou seja, a viagem vai demorar do mesmo jeito.

América do Sul - dicas
Torres del Paine, na Patagônia chilena

Leia também: 7 roteiros de mochilão pela América do Sul

2- Nem todos os lugares são baratos

Caro e barato são conceitos relativos, que mudam de pessoa para pessoa e que só funcionam bem quando estamos comparando com outras coisas.

Por exemplo, algumas pessoas dizem que viajar para o Chile é barato, pois tem como referência de comparação os Estados Unidos.

No entanto, se você conversar com alguém que acabou de sair da Bolívia e chegou ao Chile, você com certeza escutará que o Chile é um país bem caro.

Sim. Eu também acho que viajar pela América do Sul, de um modo geral, é bem mais barato se comparado a países como Austrália, Canadá ou Estados Unidos.

No entanto, é preciso ter consciência de que em cada país você terá um custo diferente do outro.

Um mês de viagem pelo Uruguai, por exemplo, será muito mais caro do que um mês viajando pela Bolívia.

Portanto, se quisermos ser mais precisos com nossos gastos, temos que pesquisá-los de acordo com a região de cada país. 

De um modo geral, Bolívia, Equador e Peru são os paraísos dos mão de vacas. Na outra ponta, Uruguai, Chile e o sul da Argentina podem te fazer gastar mais do que esperava.

Países América do Sul
No Uruguai, fui surpreendido pelos preços altos de hospedagem e alimentação

Leia também: 9 países baratos para viajar na América Latina

3- É mais seguro do que você imagina

Talvez seja apenas impressão minha, mas na grande maioria das vezes em que vejo algum brasileiro querendo saber sobre segurança em outros países latinos americanos, fico com a sensação de que ele, mesmo que inconscientemente, acha que o Brasil não faz parte dessa região.

Me parece um tanto quanto estranho uma pessoa que mora nas capitais Rio de Janeiro ou São Paulo – deixar de viajar para países como Bolívia, Colômbia ou Equador, por achar que estes são inseguros.

Lembre-se de que nós também fazemos parte dessa região. Nós, brasileiros, sofremos dos mesmos problemas típicos desses países, como educação e saúde inadequadas, metrópoles caóticas, transporte público ineficiente, corrupção, desigualdade social, pobreza e claro, altos índices de criminalidade.

Não quero ter a pretensão de te fazer pensar que os países sul americanos são super seguros e livres de violência. Ou então, que você não precisa tomar os cuidados básicos para sua segurança ao sair do Brasil. Muito menos dizer que você não corre o risco de ter sua carteira ou celular roubado sem nem mesmo se dar conta.

O que eu quero que você entenda é que não há necessidade de tanta paranoia quanto a segurança para viajar pela América do Sul.

Afinal de contas, já vivemos em um país que sofre dessa mesma realidade. Lembre-se de que o Brasil possui taxas de homicídio muito maiores que Argentina, Bolívia e Equador.

Por fim, não se esqueça que ficar atento as suas malas, não contar dinheiro na rua, ficar andando com o celular na mão  e sair sozinho à noite para lugares desertos e não recomendados – são coisas que você não deveria fazer em qualquer cidade brasileira, sul-americana e até mesmo europeia.

Além disso, recomendo que antes de viajar você pesquise sobre a situação política e econômica atual dos destinos específicos que pretende visitar. Isso porque, depois de um breve momento de calmaria entre os anos de 2014 e 2015, desde 2016 alguns destinos sul-americanos têm demonstrado instabilidades que podem comprometer as suas férias.

América do Sul - dicas de viagem
Os perigos da Colômbia, no Parque Tayrona

4- Espanhol não é português falado errado (e vice versa)

O título desse tópico também é nome de um excelente artigo publicado no 360Meridianos. Recomendo não apenas a leitura desse texto, mas que você também acompanhe esse site.

Sim. Espanhol e português até são parecidos, mas achar que um portunhol meia boca será suficiente para debater questões políticas, econômicas ou religiosas com qualquer pessoa que você conhecer é um pouco de exagero.

No máximo, se você souber o básico e contar com a colaboração dos seus anfitriões, você não terá grandes complicações para as atividades do dia a dia.

Veja bem, a intenção não é desencorajar ninguém de viajar simplesmente pelo fato de não falar o idioma presente na maioria dos países sul-americanos. Inclusive, eu mesmo na minha primeira viagem sozinho na Argentina, não sabia absolutamente nada de espanhol e sobrevivi muito bem.

Os únicos “problemas” que tive era ter que pedir pra pessoa repetir, falar mais devagar, comer alguma coisa que não gostava porque não entendia o cardápio, ou apontar pra alguém que estivesse limpando a boca pois não fazia a mínima ideia de como se dizia guardanapo.

Enfim… Nada que me causasse aborrecimento ou problemas de fato. Porém, se você tiver um tempo para aprender pelo menos o básico e as palavras que você utiliza no dia a dia, não deixe de fazer isso. Afinal, sua viagem será muito mais divertida.

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Desde que comecei a viajar, em 2011, conhecer o mundo se tornou um dos meus objetivos de vida. Em 2014 deixei meu antigo emprego para realizar a minha primeira grande trip: 10 meses viajando e trabalhando pela América Latina. Desde então compartilho minhas experiências de viagem aqui no Volto Logo.

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